em meio ao mar concreto
anil da mais alta vidraça
reflete a insolente mistura
branca e acre do banco de areia
no pulso um olhar perplexo
contando horas esvaídas
pés lépidos espalham brancura
fina de grãos esparsos de areia
a barra da sarja avante carrega
do saibro a silica escondida
fase prima do banco de areia
e tanta poeira dali removida
com grãos mais de fina finura
reflete no céu o pó que permeia
a vida fincada num banco de areia
