Lala estava pronta
mas como saber?
vinha de manso
por conta de erros acertados
em meio a berros
dados sem conta de certa de erros havidos
mas ela sabia
do momento
mês hora e dia
de consertar não sabidos erros
de três outros errados
zeros apanhados ao incerto
e vento esperto primaveril
refregou os pensamentos
culpáveis
estatelando suas manhas
na tardia manhã setembrina
lá estava Lala
sibilina
lá
desbordejando
na querência de quê
aí abandonou a nave
veio estar conosco
não nos conhecia
foi bem recebida
fora a estranheza do mundo tão vasto
como nunca havia
sido a nave
apertada mas suave
útero maternal
ela semente ali abrochada
e hoje esquecida a paquete
borbotoa Lala lis no flux
remendado da vida
regato em que medra e oscila.
Epígrafe Provisória
"Quanto mais a moda é feia, mais o povo acha bonito" - Juraildes da Cruz
Sons de sim – "Enfeites de cabocla"
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sábado, 29 de setembro de 2007
A Nave de Lala
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sábado, 3 de fevereiro de 2007
Bem-vindos ao canto do caracol, seu blog de literatura, arte e crítica do contemporâneo.
Caracol, bicho que se desloca sem abandonar a sua "casa". Nome da escada cuja forma espiralada lembra o desenho da "casa" do caracol. Aqui é o canto do caracol, que vai fazer da literatura e da arte contemporâneas sua casa, e por todos os ambientes se dedicará às alternâncias e alternativas que essa morada proporciona.
Nosso foco será sobretudo autores e trabalhos novos, que tenham valor artístico e crítico a serem conhecidos.
Sejam todos bem-vindos ao canto do caracol!
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